terça-feira, 16 de setembro de 2008

LiberdadE*

Numa noite estrelada e quente, lá estou, deitada na cama, com a janela entreaberta. De repente, bate um vento, senti frio...

Devagar fui levantando, meu corpo pesava. Finalmente fechei a janela e deitei, senti frio, mas nem liguei e deitei minha cabeça...

Sabe, as vezes acho que é alguma doença, sinto-me perturbada. Acho que fiz algo errado, ou deixei de fazer.

Será que foi o uniforme que deixei jogado?

Será que deixei a porta aberta?

Ou será que aconteceu alguma coisa com o meu

passarinho?

- Passarinho?!

Acordei suando!

Nossa! Coitado!

Soltei meu passarinho depressa!

O porquê? Não sei.

Só sei que meu coração gritava:
----Li - beR - Da - De !!! ----



Flávia Carvalho Lommez
5° Série do 1° Grau (5° AT)
11 anos / 1995


Obs.: Trabalho classificado no "VI Concurso de Textos Narrativos e Poesias", promovido pela Escola de 1° e 2° graus São Judas Tadeu. Texto retirado da obra "Porta Aberta VI", 1ª Edição, 122 p.



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Making Off de uma exclusiva

Foto: Flávia Lommez















Se é para escrever sobre alguém, porque não sobre José Hamilton Ribeiro... Na verdade esta estréia não foi planejada, mas veio como vêm as boas reportagens: do céu! Então, estava eu na minha sexta-feira criminosa (matando aula), jogando pôker com os dois digníssimos da minha vida (minha paixão e meu melhor amigo) quando toca o telefone. Era uma colega de estágio que me trazia uma notícia, uma curiosidade e uma proposta. A notícia era que José Hamilton Ribeiro estava em Vitória na GranExpoES 2008, a curiosidade é que quase ninguém dos que ela contou sobre a notícia, sabia quem ele era, e a proposta era que a gente fosse fazer uma entrevista exclusiva com ele, de bom grado e na hora-extra...

Confesso que quando ela me falou, não fiz associação ao Zé Hamilton, mas ao pronunciar sobre sua obra (O Repórter do Século), lembrei de toda sua tragetória. Bem, para resumir.... se é que vocês não sabem... ele foi um dos únicos brasileiros a fazer jornalismo de guerra. Isto porque segundo ele é caro para o jornal bancar um correspondente em situações assim, mas o caro mesmo foi perder uma perna ao explodir uma mina vietcong, na Guerra do Vietnã, em 1968.

Uma coisa que todo jornalista deve saber é que suas cinco reportagens ganhadoras do prêmio Esso de Reportagem (maior da categoria) ainda são consideradas insuperáveis. Para torná-lo mais digino em sua brilhante carreira jornalistica, além dos 14 prêmios conquistados até agora, ele é um dos três candidatos a ser premiado como "Brasileiro Imortal". Através do voto popular, uma espécie nativa, descoberta na Reserva Natural de Linhares (ES), terá o nome do eleito.

Enfim, é ele que faz reportagem no Globo Rural todas as manhãs...

Quando chegamos no evento, começamos a procurá-lo e conseguimos encontrá-lo comendo em uma churrascaria improvisada. Ele, muito calmo, com as duas pernas (até então não sabia ao certo se ele andava com muleta ou não) e muitíssimo simpático, começou a conversar com a gente. Na hora, no entusiasmo, escutei cada palavra para tentar pescar uma boa pergunta. Foi quando ele virou e perguntou: Foto: Flávia Lommez

_ Sobre o que vocês vão me entrevistar?

Daí expliquei que queríamos fazer perguntas aleatórias e curiosas sobre a sua vida e ele:

_ Ah! Porque eu queria fazer uma campanha para a minha candidatura.

Olha... neste momentos supirei e quase saí da mesa acreditando que o mundo corrói a todos, inclusive ao mundo intelectual. Disfarcei meu descontentamento e prossegui com um sorriso levantado:

_ Ah, é! Que legal, mas você se candidatou aqui no Estado? (época de eleição para vereadores e prefeitos, não há como ser em outro lugar, né?!)

E ele levantou as sombracelhas entusiasmado para falar, encostou sua mão um pouco trêmula na mesa e disse:

_ Pois é, fui indicado para ser um dos candidatos ao Prêmio "Brasileiro Imortal"!

Eu ainda desconfiada mas muito, mas muuuuuito mais aliviada, prossegui:

_ Ah, eu to sabendo, na Reserva de Linhares, né?! Mas e quanto é o prêmio mesmo?

Esperando vir um $$$ da boca dele. Ele franziu a testa sem entender aquela pergunta e disse:

_ Ué, sou candidato a ter uma planta com meu nome!

Aí já sabem, ne?! Toda admiração de duas jovens jornalistas por um mito brasileiro da profissão retornou... Depois de conversarmos um pouco, fomos para um lugar menos barulhento, pois o fundo musical era semelhante a música de rodeio, e gravamos a entrevista. Algumas respostas dele me deixaram com orgulho de estar nesta carreira. Não posso colocar na íntegra aqui, mas algumas coisas sim.


Apreciem militantes:


A cobertura da Guerra do Vietnã teve muita atenção da sociedade por ser tratar da tragédia de um povo. Mas tem outros assuntos que o jornalista quer abordar e fazer polêmica também, mas não consegue. O senhor sentiu esta dificuldade como jornalista?

José Hamilton Ribeiro - Sim eu sinto, acho que é uma angústia da profissão, ne!? Você toma conhecimento de uma situação ou de um problema. Gostaria que isso fosse divulgado como deveria e isso não acontece. O jornalismo é parte do organismo da sociedade de reagir diante de certas situações. As vezes o jornalista lança o gatilho mas a sociedade não está interessada naquilo no momento e não da a devida importância.

Cite um assunto que não tem a devida repercussão, hoje, na mídia.

José Hamilton Ribeiro - olha se eu fosse citar todos os assuntos ficava o dia todo. Começa pela devastação do Brasil e da amazônia, tudo que o governo diz é mentira, a devastação é muito pior! O governo é uma entidade que chega atrasada, chega para multar e para fazer carnaval, mas quando a coisa já foi, já era. Uma politica de antecipação do poder não tem no Brasil não
.





Valeu Gabi, esta foi só a primeira

reportagem da nossa parceira!



Votem aqui no Prêmio "Brasileiro Imortal":

http://www.brasileiroimortal.com.br/

Veja a matéria na íntegra no gazetaonline:

http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/minuto_a_minuto/local/materia.php&cd_matia=14670


Veja só o vídeo no You Tube da entrevista com José Hamilton Ribeiro:

http://br.youtube.com/watch?v=0v3R2nD_S1U

Viaje no jornalismo on-blog

Estagiar é uma das atividades que eu fiz até hoje que mais me deu prazer. Principalmente agora, que faço parte de uma equipe de comunicação integrada em um jornal de verdade, sem ser a 'chatisse' da assessoria. Bem, foi através desta oportunidade que vieram outras tantas. Viagens e desventuras, inclusive quero fazer aqui as matérias que não couberam no jornalismo oficial...

Irei relatar para vocês que curtem o jornalismo, e as portas do mundo que ele abre para os idealizadores de uma boa reportagem, todas as minhas experiências na redação, e fora dela... Espero construir neste espaço, junto à experiência de se fazer jornalismo online fora aqui, um conteúdo extra e diversificado para o jornalismo onblog.